segunda-feira, 4 de outubro de 2010

IV Fórum

Resposta do 4° fórum: As Culturas Nacionais Como Comunidades Imaginárias


Nesse mundo moderno, as culturas nacionais com que nascemos são uma das principais fontes de identidade cultural. Segundo Hall, as entidades nacionais não são coisas com as quais nascemos, mas que acabam de ser formadas e transformadas no interior da representação. O autor nos dá como exemplo o conceito de “Inglês”, afirmando que só percebem o que significa ser “Inglesidade” devido á forma como é representada através de significados pela cultura nacional Inglesa. O autor também nos acrescenta que a nação não é limitada por ser apenas uma entidade política, mais também fonte produtora de sentidos, designado por ele de sistema cultural. É considerado por Hall que os indivíduos não são apenas cidadãos ou cidadãs que pertencem legalmente a uma nação, participam também de idéia de nação tal como é representada na sua cultura nacional. Ele também define nação como uma comunidade simbólica, o que nos explica a sua capacidade para gerar um sentimento de identidade e lealdade. Hall nos mostra que as culturas nacionais são uma forma moderna em que a lealdade e a identificação que numa era pré-moderna eram dadas, á tribo, ao povo, á religião e á região foram transferidas gradualmente, nas sociedades ocidentais á cultura nacional. As diferenças regionais e étnicas foram sendo gradativamente colocadas de forma subordinadas sob o “teto político” do estado/ nação que o autor considera uma fonte poderosa de significados para as identidades culturais modernas. Sobre a formação de uma cultura nacional, Hall nos mostrar que contribuiu para criar padrões de alfabetização universal, padronizar uma única língua com o meio dominante de comunicação em toda a nação, criar uma cultura homogênea e manteve instituições culturais nacionais, como, por exemplo, o sistema educativo nacional. As culturas nacionais são compostas por instituições culturais e por símbolos e representações. Uma cultura nacional pode ser entendida como sinônimo de discurso, uma maneira de construir sentidos que influencia e organiza tanto as nossas nações como a concepção que temos de nós mesmos. As culturas nacionais, produzindo sentidos sobre a “nação”, isto é, sentidos com os quais nos podemos identificar, constroem identidades. Desta forma, nesses sentidos podemos encontrar as histórias que são contadas sobre a nação, nas memórias que são conectadas o presente com o passado e as imagens que delas são construídas. Então podemos concluir que nação é memória e é discurso quando se fala de como pode ser tratada uma narrativa de cultura nacional. Assim, podemos considerar a narrativa de nação que é o conjunto de tudo o que é contado nas histórias e nas literaturas nacionais e na cultura popular. Aqui está presente tudo o que nos dá sentido á nação: histórias, imagens, panoramas, cenários, eventos históricos, símbolos, rituais nacionais que são traduzidos nas experiências partilhadas, nas perdas, nos triunfos ou nos desastres que dão sentido á nação.
Acadêmicas: Ana Cláudia, Magda Cavalcante, Maria Ivete, Paulyne.

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